Alimentação no pós-parto: saiba o que comer e o que evitar

Alimentação no pós-parto: saiba o que comer e o que evitar
Alimentação no pós-parto influência na produção de leite (Imagem: Shutterstock)

Veja como a alimentação pode influenciar na saúde da mãe e do bebê

O período pós-parto, ou puerpério, se inicia após a saída da placenta de dentro do útero, o que ocorre logo após a saída do bebê, e dura entre 6 e 8 semanas, explica a ginecologista Dra. Daniela Gouveia.

“Nesse período, a mãe e o bebê têm de se adaptar a essa nova fase da vida, em que vão se conhecer e descobrir um ao outro. O bebê deve aprender as primeiras lições de vida e a mãe, além das readaptações hormonais, têm de lidar com a amamentação, o que nem sempre é fácil para todas, inclusive com todos os cuidados de um recém-nascido”, acrescenta.

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Importância da boa alimentação 

A alimentação da nova mãe também sofre modificações nessa fase, pois a produção de leite exige grande consumo calórico, fazendo com que ela sinta mais fome. Além disso, quanto mais rica em nutrientes for a alimentação, melhor será o leite.

“Apesar de sabermos que não existe leite materno fraco, uma dieta bem equilibrada e rica em vitaminas, minerais e cálcio mantém o bebê melhor nutrido e com a imunidade mais forte. [O leite materno] pode variar na quantidade de vitaminas, cálcio e gordura, mas o organismo sempre tenta manter os níveis dessas substâncias no leite, tirando da absorção materna”, afirma a ginecologista.

Daniela Gouveia também explica que a mulher que amamenta tem fome pelo gasto calórico que envolve a produção do leite. “Portanto, recomenda-se uma alimentação fracionada, com café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia. Deve-se apenas evitar aumentar a quantidade de ingestão alimentar”, sintetiza a ginecologista.

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Alimentos que causam reação no bebê 

A nutricionista Gabriela Taveiros explica que, para a mãe saber quais alimentos não fazem tão bem para os bebês, basta observar as reações deles diariamente. “Algumas mães percebem que, quando comem certo alimento, o filho fica com sintomas de cólica, mais irritado. Por isso, o ideal é sempre observar as reações do bebê de acordo com o que consumir e fazer testes”, ensina.

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Ela explica que, se a mãe consumiu brócolis e percebeu que o bebê teve cólicas, deve ficar 2 dias sem comer esse alimento e observar as reações do pequeno. Depois desse período, a mãe deve consumir brócolis novamente e observar se o bebê terá cólicas mais uma vez.

“Se isso ocorrer, você já saberá que terá que evitar esse alimento durante a amamentação”, enfatiza. Segundo a nutricionista, os alimentos com mais potencial para causar cólicas nos recém-nascidos são couve-flor, repolho, brócolis e feijão.

Comidas para evitar 

Outra questão importante é que, de acordo com a ginecologista Daniela Gouveia, a mulher deve evitar alimentos que alterem a cor ou o cheiro do leite, como comidas muito condimentadas, com odores fortes, bebidas alcoólicas e comidas muito gordurosas que deixam o leite mais espesso.

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Comer alimentos com gorduras essenciais ajuda na saúde do bebê
Comer alimentos com gorduras essenciais ajuda na saúde do bebê (Imagem: Shutterstock)

Gorduras essenciais 

Nesse período, assim como durante a gravidez, é recomendado que a mãe também insira na dieta alimentos ricos em gorduras essenciais (ômega 6 e ômega 3), pois essas substâncias serão passadas para a criança. Pesquisas indicam que mais da metade das conexões cerebrais durante o primeiro ano de vida, assim como a integridade do sistema nervoso, dependem dessas gorduras fornecidas pela mãe, por meio do leite materno e durante a gravidez.

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Alimentos para inserir na dieta 

Além disso, a ginecologista Daniela Gouveia aconselha que, no período pós-parto, a mãe consuma muita água, sucos de frutas, leite e derivados. Isso a ajudará a ter uma ingestão rica de líquidos e cálcio, que são fundamentais para a boa produção de leite. Ela ressalta que é importante que as lactantes evitem a ingestão de bebidas alcoólicas, pois o álcool pode passar pelo leite e prejudicar o bebê.

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Redação EdiCase

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