Diabetes infantil: saiba como identificar e garantir a saúde e o bem-estar das crianças

Diabetes infantil: saiba como identificar e garantir a saúde e o bem-estar das crianças
Acompanhamento médico e alimentação adequada fazem parte do tratamento (Imagem: Shutterstock)

Alguns cuidados são fundamentais para manter a qualidade de vida de crianças diabéticas e evitar o agravamento da doença

O diabetes é uma doença crônica, ainda sem cura. O diagnóstico na infância costuma causar medo nas crianças e nos pais, que precisam enfrentar uma doença que permanecerá a vida inteira. A melhor forma de conviver com a doença é com a ajuda de profissionais adequados, alimentação saudável e melhora geral na qualidade de vida.  

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“O diabetes é caracterizado por uma produção insuficiente de insulina pelo pâncreas, decorrente de uma destruição autoimune. As células de defesa que o organismo produz para destruir invasores (vírus e bactérias) reconhecem as nossas células como agressivas e, com isso, há a destruição das mesmas”, explica Paula Pessin Fábrega, endocrinologista do Hospital do Servidor Público Estadual. 

Sintomas e consequências da doença em crianças  

Os pais devem ficar atentos aos primeiros sintomas, pois a demora no diagnóstico pode acarretar danos graves à saúde da criança. “Quando o diagnóstico não é feito aos primeiros sintomas, os portadores de diabetes tipo 1 podem até entrar em coma, ou seja, perder a consciência, uma situação de emergência e grave”, alerta Paula Pessin Fábrega. 

A endocrinologista explica que algumas crianças podem abrir o quadro com uma descompensação grave de diabetes e, nesse caso, geralmente é necessária internação em UTI – Unidade de Tratamento Intensivo. A doença nesse estágio pode ser caracterizada por sintomas, como: 

  • Náuseas 
  • Dor abdominal 
  • Desidratação 
  • Sonolência  
  • Ciclos respiratórios mais rápidos  

Em outros casos, os sintomas podem ser mais traiçoeiros, como: 

  • Perda de peso 
  • Aumento da sede e da fome 
  • Aumento do volume urinário 
  • Cansaço 
  • Turvação visual e infecções frequentes 

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Adaptação à nova realidade  

Junto com o diagnóstico surge também a dificuldade em lidar com a nova situação que a criança terá de enfrentar, pois será necessário um acompanhamento médico contínuo e mudanças na alimentação.  

“O diabetes tipo 1 é caracterizado pela falência da produção de insulina pelo pâncreas, logo o tratamento se faz com aplicações de insulina, geralmente uma lenta e uma rápida, sendo necessárias pelo menos três aplicações ao dia”, explica a endocrinologista Paula Pessin Fábrega. 

Quanto mais cedo o diagnostico, melhor para a saúde da criança (Imagem: Shutterstock)

Como deixar a vida dos pequenos melhor 

Alguns tratamentos ajudam a melhorar o conforto e o bem-estar das crianças. “O controle do diabetes está mais fácil e confortável com insulinas mais modernas, agulhas menores, aparelhos medidores de glicemia menores e uma variedade maior de alimentos próprios para diabéticos”, analisa a endocrinologista. 

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Cuidados com a alimentação  

A variedade de alimentos para diabéticos melhora muito a vida das crianças, mas as famílias precisam ficar atentas, pois o desequilíbrio na alimentação pode trazer sérios problemas ao tratamento.  

“Se a ingestão de açúcares for acima do que a dose de insulina aplicada, ocorrerá uma hiperglicemia, que além de apresentar vários sintomas, aumenta os riscos de acidentes vasculares e, no caso de a ingestão de carboidratos menor que a dose de insulina aplicada, ocorrerá uma hipoglicemia, podendo evoluir para o estado de coma”, relata o pediatra Sylvio Renan Monteiro de Barros, da MBA Pediatria. 

Importância de estabelecer novos hábitos 

A partir do momento em que a criança é diagnosticada com diabetes é necessária uma reeducação alimentar e o apoio de toda a família. “A ingestão alimentar diária deve ser disciplinada, fracionada em diversas refeições, ajustada à prática de exercícios e ao esquema de insulinização ou de antidiabéticos orais, de forma a impedir consumo excessivo de alimentos nas refeições e o jejum prolongado”, diz a nutricionista Natália Nicolau Villa, graduada no Centro Universitário São Camilo. 

Leia mais sobre temas como esse na revista Cuidando da Saúde

Matilde Freitas

Jornalista, geminiana e vegetariana. Possui mais de 8 anos de experiência no mercado editorial. Além de produzir diversos conteúdos para EdiCase Publicações e Portal EdiCase, escreve para revistas e sites ligados ao veganismo e ao empoderamento feminino.

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