Outubro Rosa: importância do autoexame de mama

Outubro Rosa: importância do autoexame de mama
Fazer o autoexame pode salvar vidas

Entenda sobre o exame que tem como objetivo detectar modificações precocemente

Outubro Rosa é um movimento internacional que visa a conscientização para a detecção precoce do câncer de mama. Nele também é ressaltado a importância da realização do autoexame. Mas, com tantos exames clínicos, por que as mulheres devem continuar com essa prática?

Em primeiro lugar, devemos ter em mente que, sim, o autoexame ainda é importante para detectar um possível câncer de mama e deve entrar na rotina das mulheres. De acordo com o Dr. Rogério Ramires, ginecologista e diretor executivo do Femme – Laboratório da mulher –, o principal objetivo do autoexame de mamas é que a mulher possa conhecer o próprio corpo e, por realizar o exame uma vez por mês, possa adiantar a consulta ao ginecologista caso perceba algo de diferente.

O que é o autoexame?

O autoexame das mamas é um procedimento simples para examinar as próprias mamas em busca de caroços ou nódulos, deformações no formato e alterações no aspecto da pele e dos mamilos. Dessa forma, quando detectada alguma alteração, é possível entrar em contato com o ginecologista antecipadamente, ao invés de descobrir algo apenas na próxima visita ao médico.

Como fazer o autoexame

Para realizar o autoexame a mulher deve seguir algumas dicas: “Deitada de barriga para cima, deve levantar o braço esquerdo, colocar um travesseiro embaixo do ombro esquerdo e, em uma posição confortável, examinar a mama esquerda com a mão direita. Devem ser feitos movimentos de zig-zag com os dedos, movimentos circulares menores e maiores e movimentos de fora para dentro. Depois, deve-se repetir os movimentos na mama direita, com o braço direito levantado e utilizando a mão esquerda”, ensina o médico.

Além disso, a mulher deve escolher sempre o mesmo dia do mês para realizar o exame, o diretor executivo do Femme alerta que os dias pré e pós menstruais devem ser evitados, pois a mama fica mais sensível e dolorosa, dificultando o exame. O importante é escolher um dia e realizar sempre na mesma data.

Exames clínicos e laboratoriais

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação anormal das células da mama, formando um tumor maligno. Atualmente existem diversos exames laboratoriais capazes de descobrir a doença precocemente, auxiliando no tratamento. O principal deles é a mamografia, que deve ser feita em mulheres a partir de 40 anos, uma vez por ano.

Incidência do câncer de mama

A incidência de câncer de mama em mulheres com menos de 35 anos é relativamente rara, por isso, aos 35 anos deve ser feita uma mamografia de referência e, a partir de 40 anos, realizar esse exame periodicamente.

A mamografia não é indicada antes dos 40 anos, pois ela não tem a mesma eficiência. “Como a mamografia é um raio X das mamas, quando a mulher é mais jovem, a quantidade de glândulas mamárias dificulta a visualização, diminuindo a eficiência do exame. Por isso, nessa fase os exames mais indicados são o ultrassom ou a ressonância magnética, dependendo da avaliação do médico”, explica o Dr. Rogério Ramires.

Importância dos exames

O objetivo de todos esses exames e da frequência que eles devem ser feitos é a possibilidade de fazer um diagnóstico precoce, aumentando a possibilidade de cura e reduzindo os impactos estéticos na mama afetada.

“O objetivo de tudo isso é localizar uma microcalcificação o mais breve possível, dessa forma será possível tirar só esse pedacinho. Já quando o nódulo está maior normalmente é necessário fazer algo mais invasivo, prejudicando a autoestima da mulher”, enfatiza.

Exames mais específicos

Esses exames citados são para identificar nódulos ou alterações na mama. Mas, quando alguma alteração suspeita é detectada por eles, é necessário realizar os exames intervencionistas, feitos em ambientes laboratoriais.

Atualmente existem três principais exames para retirada e análise do material celular: a punção aspirativa por agulha fina PAAF, a core biopsy, que é uma punção por agulha grossa, e a mamotomia, que retira um fragmento maior, guiado pelo ultrassom, pela mamografia ou até pela ressonância magnética.

De acordo com o diretor executivo do Femme, esse último é considerado o exame de ouro. “A diferença entre esses exames é a quantidade de material retirado para análise. A punção por agulha fina retira uma quantidade mais escassa de material, a core biopsy retira uma quantidade um pouco maior e a mamotomia retira a maior quantidade”, esclarece o Dr. Rogério Ramires.

Cirurgia na mama

A partir do momento que se detecta um câncer, deve ser feita a retirada das células. Segundo o ginecologista, dependendo do estágio e do tamanho do tumor, o médico irá indicar qual cirurgia é adequada.

Relevância do diagnóstico

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, de acordo com o INCA – Instituto Nacional de Câncer. Apesar disso, se diagnosticado e tratado precocemente, o câncer de mama pode ter um tratamento eficiente e pouco invasivo.

Ainda segundo o INCA, no Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados.

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Redação EdiCase

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