Inflamação no fígado: sintomas, causas e sinais de alerta

Nas redes sociais, a cantora Juliette preocupou os fãs ao revelar que enfrentou uma crise de inflamação no fígado durante uma viagem a Salvador. Segundo a artista, ela precisou de atendimento médico após sentir fortes dores e apresentar episódios de vômito e mal-estar intenso. A repercussão do caso reacendeu o alerta sobre os cuidados com a saúde hepática.

Causas da inflamação no fígado  A inflamação no fígado não está relacionada apenas ao consumo de álcool. “Hoje observamos muitos pacientes com sobrecarga hepática relacionada à alimentação rica em ultraprocessados, estresse, alterações hormonais e sedentarismo. Mesmo quem não consome álcool pode desenvolver doenças hepáticas”, alerta a endocrinologista Patrícia Gracitelle. Ela também chama atenção para o uso indiscriminado de medicamentos e suplementos.

Sintomas que merecem atenção Muitas doenças hepáticas evoluem de forma silenciosa. “O fígado é um órgão silencioso. Muitas pessoas descobrem alterações apenas em exames de rotina ou quando o quadro já está mais avançado. Dor abdominal, enjoo, vômitos, fadiga intensa e inchaço corporal podem indicar que existe um processo inflamatório importante acontecendo”, explica o gastroenterologista Michel Fernandes.

Outros sinais de inflamação no fígado O médico também destaca que retenção de líquidos e edema facial podem surgir em alguns quadros. “Quando existe inflamação hepática, o corpo pode responder com sensação de estufamento, edema e alterações no metabolismo. Além disso, o paciente pode apresentar perda de apetite, febre e desconforto abdominal”, alerta.

Protegendo a saúde hepática A prevenção ainda é considerada a principal estratégia para reduzir riscos de inflamações e outras doenças hepáticas. Patrícia Gracitelle reforça que alimentação equilibrada e atividade física são pilares fundamentais. “Hidratação adequada, prática regular de exercícios, controle do peso corporal e alimentação rica em alimentos naturais ajudam diretamente na saúde do fígado [...]”, afirma.

Acompanhamento médico é essencial Michel Fernandes acrescenta que exames periódicos também são essenciais, principalmente para pessoas com fatores de risco. “Muitas alterações hepáticas só aparecem nos exames laboratoriais. O acompanhamento médico regular ajuda no diagnóstico precoce e evita evolução para quadros mais graves”, diz.

Procure avaliação médica diante de sintomas persistentes A automedicação e tentativas de tratar sintomas sem orientação podem agravar ainda mais o quadro. Quando há suspeita de inflamação no fígado, a investigação médica é indispensável. “Existem diferentes tipos de inflamação hepática e cada uma exige um acompanhamento específico. O mais importante é não ignorar os sinais do corpo e buscar avaliação médica o quanto antes”, conclui Michel Fernandes.