Confira 5 curiosidades sobre os répteis

Confira 5 curiosidades sobre os répteis
Camaleão verde (Imagem: Shutterstock)

Conheça as principais características e fatos curiosos sobre essa espécie

Os primeiros répteis apareceram na Terra há mais de 300 milhões de anos e têm como ancestrais os anfíbios. Atualmente, existem quatro grupos de répteis na natureza. São eles:

  • Lepidosauria (que são escamados): tuataras, serpentes, lagartos e anfisbenas;
  • Testudines (conhecidos como quelônios): tartarugas, cágados e jabutis;
  • Crocodilianos: crocodilos, jacarés e gaviais. 

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A principal diferença entre os répteis e os anfíbios está relacionada ao processo evolutivo, uma vez que a estrutura esquelética dos répteis ganhou músculos e escamas, que os protegem da terra e do sol. Além disso, os répteis não dependem mais da água para respirar ou para se reproduzirem. Os anfíbios, por sua vez, precisam da água e de locais úmidos para viverem e procriarem. 

A seguir, a coordenadora de biologia do colégio Etapa, Roseli Dias, conta algumas curiosidades sobre esse grupo. Confira! 

1. Dependem de fontes externas de calor para viver

Umas das características dos répteis é a variação de temperatura corporal de acordo com o ambiente. Segundo Roseli Dias, isso acontece porque esses seres vivos são animais ectotérmicos, ou seja, dependem de fontes externas de calor, principalmente de radiação solar, para aumentar a temperatura do corpo, e, assim, sua atividade metabólica (transformação de energia e matéria no corpo). 

“[Os répteis] apresentam mecanismos comportamentais interessantes, como ficar em tocas onde mantêm determinada temperatura e se expõem ao sol para aumentá-la. Quando a radiação solar está muito elevada, evitam ficar expostos.  A maioria dos répteis não apresenta mecanismos fisiológicos para a produção de calor e manutenção de temperatura corpórea.”, explica a coordenadora de biologia do colégio Etapa. 

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2. Nem todos os répteis põem ovos 

A maioria dos répteis são ovíparos, isto é, põem ovos. Mas, de acordo com Roseli Dias, nem todos dependem dos ovos para se reproduzirem. Segundo ela, há animais que são:

  • Ovovivíparos: com a retenção dos ovos no interior do corpo da fêmea, os embriões são nutridos pelas reservas presentes nos próprios ovos, que eclodem no oviduto e os filhotes são liberados pela mãe.
  • Vivíparos: não há ovos e o desenvolvimento do embrião ocorre no interior do corpo da mãe. Os filhotes nascem após completarem seu desenvolvimento. 
3. O sexo do animal pode ser definido pela temperatura do ambiente

Conforme explica Roseli Dias, em algumas espécies, como crocodilos, jacarés e algumas tartarugas, a temperatura do ambiente em que os ovos são expostos, em um determinado período do desenvolvimento, pode definir o nascimento de filhotes machos ou fêmeas. 

“Em certa espécie de cágado (Emys orbicularis), ovos mantidos a temperaturas acima de 30°C somente originam fêmeas, enquanto ovos mantidos a menos de 26°C somente originam machos. A 28,5°C, a taxa de nascimentos de machos e fêmeas em uma mesma ninhada é de, aproximadamente, 50%”, afirma. 

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4. Podem soltar a caudas como forma de defesa 

Chamado de ‘caudectomia’ esse fenômeno está relacionado a defesa de alguns répteis, principalmente em situação de estresse ou durante uma briga. Alguns tipos de lagartixas utilizam dessa estratégia para distrair a atenção do predador e fugir. 

“Parte da cauda ou a cauda inteira se desprende e se mantém em movimento distraindo o predador, enquanto o réptil foge. É uma estratégia de defesa para a sua sobrevivência”, acrescenta a coordenadora de biologia Roseli Dias. 

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5. As serpentes percebem vibrações

As serpentes são animais desprovidos de canais auditivos, mas elas são dotadas de pálpebras transparentes. Por isso, são capazes de sentir a vibração do ambiente por meio do seu esqueleto.  

“Experimentos que colocaram um celular tocando e, posteriormente, um vibrando, em conjunto com as serpentes, mostraram que elas só reagiram às vibrações, mas não ao som”, conta Roseli Dias. 

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Além disso, a coordenadora de biologia explica que muitos répteis, como as serpentes, expõem a língua bífida (com duas ramificações) ao ambiente e depois a colocam em contato com um órgão olfatório, localizado no interior da boca.

Dessa maneira, segundo Roseli Dias, são capazes de potencializar a capacidade de localizar presas, predadores e identificar indivíduos da mesma espécie.

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Vitoria Rondon

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