A influência da decoração na saúde emocional

A influência da decoração na saúde emocional
O ambiente também interfere na sua saúde física e mental

Veja como o ambiente pode interferir em suas emoções e saiba como deixar o seu lar mais aconchegante

As cores, os objetos decorativos, a iluminação, a disposição de móveis e outros elementos em um ambiente são capazes de despertar uma série de sensações, sejam elas boas ou ruins, e exercer influência na saúde física e mental das pessoas que moram ou apenas passam por um espaço. Por outro lado, os comportamentos das pessoas também afetam o ambiente com o qual interagem.

Espaços benéficos

Segundo Angela Maria Pelizer de Arruda, especialista e pesquisadora pós-graduada em Psicologia Positiva, bem-estar e autorrealização, os ambientes ligados à natureza, por exemplo, são capazes de proporcionar leveza, bem-estar e tranquilidade.

“O contato com elementos da natureza, seja natural (de preferência) ou até peças artificiais que nos remetam à natureza, trazem maior tranquilidade e bem-estar. Por isso, é importante que estejamos em contato frequente com o meio ambiente, seja em casa ou num refúgio no final de semana, férias etc.”, explica.

Interferência do ambiente nas emoções

Em contrapartida, ainda de acordo com a profissional, há espaços capazes de aumentar o nível de cortisol, que é o hormônio responsável pela irritabilidade e estresse. Isto é, são lugares que não garantem muita qualidade de vida.

“Ambientes fechados, com muitos objetos acumulados e dispostos de maneira desorganizada, sem aconchego, limpeza ou conforto (não no sentido financeiro, mas que traga um conforto pessoal)”, exemplifica Angela Maria Pelizer de Arruda. Além disso, objetos que nos remetem a alguma pessoa ou local, podem mexer com as nossas emoções, dependendo do tipo de memória que eles despertam.

O menos é mais

Existem alguns estilos de decoração, como o minimalista e o contemporâneo, que seguem a regra do “menos é mais”, isto é, rejeitam os excessos nos ambientes. Além da questão estética, eles também podem contribuir com a saúde mental dos moradores e pessoas que frequentam esses espaços.

De acordo com Angela Maria Pelizer de Arruda, o excesso de objetos em um ambiente pode influenciar no bem-estar das pessoas. “Visualmente falando, muitas informações trazidas pelo ambiente com muitos objetos prejudicam a atenção, o descanso e o bem-estar. Então, muitos objetos em lugares de estudo ou descanso podem trazer prejuízos concretos”, ressalta.

Além disso, conforme aponta a pesquisadora pós-graduada em psicologia positiva, bem-estar e autorrealização, se desapegar do excesso e do desejo de comprar mais e mais, “significa uma vida mais plena e significativa com o que realmente importa: família, amigos, propósito de vida”.

Organização interna e externa

A maneira como organizamos o mobiliário, itens decorativos e outros elementos da casa também tem relação com a nossa organização mental, pois, segundo a professora da PUCPR, tudo aquilo que fazemos externamente reflete a maneira como pensamos.

“Pessoas muito concentradas e organizadas sistematicamente geralmente têm seu ambiente igualmente organizado. Por outro lado, pessoas que fazem muitas coisas ao mesmo tempo e não tem uma organização mental acerca de sua vida, metas e futuro, geralmente trazem isso para suas ações externas no ambiente onde vivem”, explica a especialista.

Crenças e costumes no ambiente

Conforme explica Angela Maria Pelizer de Arruda, nós somos seres “singulares e formados, pelo menos em parte, pelas nossas crenças e costumes”, o que diretamente também exerce influência na relação com o ambiente em que vivemos.

“Se uma pessoa sempre viveu em um ambiente desorganizado, tem uma grande tendência a desenvolver uma cultura de desorganização. O mesmo acontece com pessoas que sempre tiveram contato com a natureza, elas geralmente buscam na natureza um ambiente de bem-estar”, exemplifica a especialista.

Memória afetiva

A memória afetiva também pode interferir na maneira como os espaços são decorados, organizados e construídos e, consequentemente, isso pode afetar a saúde emocional. “Assim, de maneira positiva ou negativa, podemos trazer para avida adulta aquilo que nos remete à infância”, acrescenta a especialista e pesquisadora pós-graduada em psicologia positiva, bem-estar e autorrealização.

Energias positivas

Nos ambientes, a crença em energias positivas, o que pode tornar as pessoas mais positivas, pode proporcionar mais qualidade de vida. “Buscar positividade em situações simples do dia a dia desenvolve a nossa capacidade cognitiva e muda o foco das nossas afeições”, afirma Angela Maria Pelizer de Arruda.

As técnicas de Feng Shui, por exemplo, podem ser aplicadas a qualquer tipo de decoração e buscam encontrar equilíbrio de energia entre ambientes e pessoas, de maneira que promova bem-estar para o morador e pessoas que utilizam o espaço.

Positividade e bem-estar

De acordo com a professora da PUCPR, a positividade expande a parte do nosso cérebro que está relacionada à gratidão “e passamos a perceber novas possibilidades, o que nos leva a uma maior perspectiva diante da vida, das metas e do futuro, mesmo em situações de crise conseguimos enxergar alternativas para vencer”.

A especialista destaca que ser positivo não significa necessariamente ver o lado bom em todas as coisas da vida, mas que é preciso se afastar da grande quantidade de negatividade ao nosso redor. “Quanto mais negativo formos, mais situações negativas se abrem, porque nossas reações neurais estão focando no negativo”, conclui. Assim, para ter um lar mais harmonioso, é importante trazer para ele elementos que despertem sensações e memórias agradáveis e desapegar daqueles que remetam a situações desconfortáveis.

Confira na revista Projetos e Decoração dicas para deixar seu lar mais aconchegante e funcional.

Laleska Diniz

Jornalista com formação pela PUC-SP. Apaixonada por produção de conteúdo, trabalha há quase 4 anos com comunicação. Na EdiCase, produz textos sobre os mais variados assuntos para revistas impressas e digitais, portal de notícias e Instagram.

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