Como as empresas podem atuar no combate à violência contra a mulher

Como as empresas podem atuar no combate à violência contra a mulher
Empresas podem conscientizar os funcionários sobre violência contra a mulher (Imagem: PeopleImages.com - Yuri A | Shutterstock)

A violência contra a mulher é uma questão global que as afeta em todas as idades, classes sociais e etnias. É um problema que precisa ser combatido a partir de um esforço comum de toda a sociedade. Seja física, psicológica, sexual ou patrimonial, é uma violação dos direitos humanos e da dignidade da pessoa humana com consequências físicas, psicológicas e sociais graves para as mulheres.

Pode levar ao isolamento, à depressão e em muitos casos, à morte. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), só no primeiro semestre de 2023, foram registrados 722 feminicídios (assassinato de mulheres em contextos marcados pela desigualdade de gênero) no país. 

Para combater esse tipo de violência, é preciso conscientizar a sociedade sobre o problema e promover ações de prevenção e proteção, como o fortalecimento das leis e políticas públicas, o fortalecimento da autonomia, a promoção da igualdade de gênero, além da criação de espaços seguros para vítimas de violência de gênero, entre outros.  

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Papel das empresas no combate à violência contra a mulher 

Os ambientes corporativos, cada dia mais compostos pela força de trabalho feminina, também devem atuar ativamente sobre a questão. Nesse sentido, muitas empresas vêm criando espaços, ações e projetos específicos para o tema. No Grupo Sabin, empresa fundada por duas determinadas mulheres e com sua força de trabalho composta 77% por mulheres, o tema vem sendo alvo de uma série de ações, como explica a Diretora de Administração e Pessoas Marly Vidal.  

“Como uma empresa de alma feminina, as questões relativas à mulher são fundamentais para nós.  Temos uma Cartilha de Enfrentamento à Violência contra Mulher, com um conteúdo detalhado sobre o tema, dirigida inclusive aos homens, […] que os conscientiza sobre como se relacionar de maneira respeitosa com as mulheres em sua vida pessoal e profissional”, explica.  

Além disso, Marly Vidal também conta que a empresa promove debates e a conscientização sobre os aspectos relacionados a relacionamentos abusivos, além de estimular a prática da denúncia a qualquer situação de violência.  

Cinco mulheres de diferentes faixas etárias sorrindo para a câmera em uma reunião de trabalho
A violência contra as mulheres também deve ser combatida dentro das empresas (Imagem: Monkey Business Images | Shutterstock)

Tornando homens aliados 

Os homens também são foco das ações contra a violência contra a mulher. Campanhas como a “Sou Sabin, Sou Mulher”, com foco no fortalecimento do movimento de igualdade de gênero e pluralidade feminina, são realizadas periodicamente, em que eles são motivados a serem exemplos e a lutarem pelo fim da violência contra mulher, combatendo falas machistas, reconhecendo e renunciando privilégios e exercendo uma paternidade responsável.  

“Nossas lideranças também são capacitadas para lidar com quaisquer situações relacionadas à violência e sensibilizadas para acolher e apoiar suas equipes sobre o tema. Entendemos que é parte do nosso propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas, atuar ativamente sobre a violência contra a mulher, e trabalhamos com foco no aprendizado, diálogo e prevenção”, conclui Marly Vidal. 

Por Anne Elise Candal Pinheiro 

Redação EdiCase

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