Entenda a importância da iluminação pública para a segurança feminina

Entenda a importância da iluminação pública para a segurança feminina
A presença de iluminação adequada contribui para a inclusão de mulheres em atividades sociais e econômicas durante as horas noturnas (Imagem: FotoDuets | Shutterstock)

A implementação eficaz de projetos de iluminação urbana voltados para a segurança das mulheres enfrenta desafios multifacetados. Em muitas cidades, como São Paulo, a maior metrópole do país, a infraestrutura de iluminação existente é inadequada, deixando as mulheres em situações de angústia e insegurança.  

Além disso, garantir uma distribuição equitativa da iluminação em áreas mais vulneráveis requer uma abordagem estratégica e um entendimento das dinâmicas sociais locais. O investimento em iluminação pública jamais deve ser restrito apenas nas regiões nobres da cidade, mas também nas periferias, onde o crime contra mulheres é ainda mais frequente. 

Um experimento realizado em Nova York, nos Estados Unidos, pelo Bureau Nacional de Pesquisa Econômica em parceria com a polícia metropolitana, revelou a importância da iluminação das ruas para a segurança pública. Os pesquisadores constataram que houve uma redução de 36% nos crimes ocorridos durante a noite em vias que receberam reforço na iluminação. Em valores absolutos, a criminalidade caiu 4% nos endereços analisados.  

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Impacto social de uma cidade iluminada

Projetos de iluminação pública voltados para a segurança das mulheres possuem não apenas melhorias tangíveis na segurança urbana, mas também um impacto social positivo. Comunidades engajadas nesses projetos frequentemente experimentam uma maior coesão social, uma vez que a participação ativa na melhoria da iluminação promove um sentimento de responsabilidade compartilhada pelo bem-estar coletivo. 

A colaboração entre moradores, organizações locais e autoridades municipais não apenas fortalece os laços comunitários, mas também cria um ambiente propício para iniciativas futuras. Mais do que tudo, a presença de iluminação adequada contribui para a inclusão feminina em atividades sociais e econômicas durante as horas noturnas.

Lojas, parques e espaços públicos bem iluminados incentivam a participação feminina, reduzindo a sensação de insegurança que muitas vezes as impede de utilizar esses recursos. A inclusão ativa das mulheres na vida noturna urbana não apenas transforma a dinâmica dos espaços públicos, mas também desafia estereótipos de gênero, promovendo uma cidade mais justa e igualitária. 

Mulher jovem usando celular e andando pela rua à noite
Ruas bem iluminadas reduzem as oportunidades de ataques agressivos contra as mulheres (Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock)

Prevenção de ataques violentos 

A iluminação adequada nas áreas urbanas desempenha um papel crucial na prevenção de incidentes de violência contra as mulheres. Ruas bem iluminadas reduzem as oportunidades para agressores se esconderem nas sombras, proporcionando maior visibilidade e, por conseguinte, um ambiente menos propenso a crimes. 

Esse aspecto prático da iluminação pública não apenas dissuade potenciais agressores, mas também aumenta a sensação de segurança das mulheres, encorajando-as a utilizar espaços públicos durante a noite sem receios. 

Promoção de segurança e bem-estar 

A iluminação pública desempenha um papel inestimável na promoção da segurança das mulheres nas cidades. Além de proporcionar visibilidade e prevenção de crimes, ela contribui para o bem-estar psicológico, a inclusão social e o empoderamento feminino.  

Investir em sistemas de iluminação pública eficientes não apenas cria cidades mais seguras, mas também representa um passo significativo em direção a sociedades mais igualitárias e inclusivas, onde todas as mulheres podem desfrutar plenamente dos espaços urbanos, independentemente do horário. 

Por Gabriela Sabino

Fundadora do Elas Iluminam e coordenadora do processo participativo da revisão do Plano Diretor de São Paulo 

Janaine Fernandes

Jornalista, repórter, apresentadora e social media. Me apaixonei pela comunicação aos 15 anos e desde então sigo na missão de revolucionar a forma de atuação do jornalismo brasileiro na periferia. Em 2019 criei o Marginalmente, um portal para falar sobre arte, cultura e urgências da quebrada. Já escrevi para a revista Já Deu o Time e Digital Favela, gravei a série “Canal da Quebrada” e fiz parte do time de jornalistas da KondZilla. Atualmente faço parte do time EdiCase como assistente de redação.

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