6 riscos que levam a complicações durante cirurgias plásticas

6 riscos que levam a complicações durante cirurgias plásticas
Os procedimentos estéticos, quando bem executados, são positivos e proporcionam uma grande melhora na autoestima das pessoas (Imagem: Gorodenkoff | Shutterstock)

Segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil ocupa a segunda posição no ranking mundial de países que mais realizam intervenções estéticas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Projeções da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) indicam que pelo menos 2 milhões de procedimentos serão realizados no país em 2023.

O que inicialmente poderia ser visto como uma busca pela exaltação da beleza, agora enfrenta uma crescente preocupação devido à frequência de complicações decorrentes desses procedimentos estéticos.

Recentemente, Luana Andrade, ex-participante do Power Couple e assistente de palco do Domingo Legal, morreu após sofrer complicações decorrentes de uma lipoaspiração no joelho. Diante do trágico caso, o cirurgião plástico Regis Milani esclarece as principais dúvidas relacionadas aos motivos que levaram a problemas durante procedimentos cirúrgicos. Confira!

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1. Luana sofreu paradas cardíacas durante a lipoaspiração. Por quê?

Normalmente a parada cardíaca é apenas o último evento que ocorre antecedendo o óbito, mas certamente uma série de outras complicações podem ter concorrido para levar esta jovem saudável ao óbito. Dentre as complicações que podem ter ocorrido, podemos citar:

  • Perfuração de vísceras e vasos sanguíneos durante a lipoaspiração;
  • Choque hemorrágico (quando o corpo começa a falhar devido a elevada perda de sangue);
  • Embolia pulmonar (quando uma ou mais artérias pulmonares ficam bloqueadas por um coágulo sanguíneo);
  • Embolia gordurosa (interrupção do fornecimento de sangue causada por glóbulos de gordura em um vaso sanguíneo);
  • Choque anafilático (reação alérgica grave);
  • Entre outros.

2. Esse é um risco alto que o paciente pode correr em cirurgias plásticas?

Não. Os riscos dessas complicações são mínimos e raríssimos, principalmente quando as cirurgias são bem-feitas, por profissionais experientes e qualificados e em hospitais bem equipados.

Médico conversando com a paciente e fazendo anotações enquanto está sentado em seu consultório
Antes de realizar qualquer procedimento, é importante se atentar aos possíveis riscos durante a cirurgia (Imagem: George Rudy | ShutterStock)

3. Quais são os maiores riscos destes procedimentos?

Os maiores riscos são: a anemia, o choque hipovolêmico (quando há uma hemorragia em que se perde muito sangue), a embolia pulmonar (quando uma ou mais artérias pulmonares ficam bloqueadas por um coágulo sanguíneo) e a perfuração de vísceras ou órgãos vitais.

4. O que leva uma pessoa com o corpo musculoso a procurar uma lipo?

A busca interminável por padrões estereotipados de beleza e o culto exagerado ao corpo são comportamentos que sempre existiram, mas que tem se tornado mais frequentes atualmente, em que vivemos na era das selfies e das redes sociais.

5. Quando os procedimentos estéticos passam a ser prejudiciais?

Os procedimentos estéticos normalmente são positivos e proporcionam uma grande melhora na autoestima das pessoas quando bem indicados e executados por profissionais experientes e qualificados. No entanto, quando mal indicados ou mal-executados ou, ainda, realizados em exagero ou desnecessariamente, podem levar a resultados desarmônicos, antiestéticos e até mesmo a complicações irreversíveis.

6. Existe alguma predisposição do paciente que pode ocasionar as complicações na cirurgia?

Todo paciente que será submetido a uma cirurgia, seja ela cirurgia plástica ou não, deve realizar uma série de exames pré-operatórios para investigarmos se ele possui todas as condições clínicas ideais para ser submetido a este procedimento.

Os exames pré-operatórios são fundamentais e buscam identificar qualquer alteração hematológica, cardiológica, pulmonar, entre outras, que predisponham o paciente a apresentar complicações durante a cirurgia ou no pós-operatório.

Por Sarah Monteiro

Redação EdiCase

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