5 dicas para revestir as paredes com madeira

5 dicas para revestir as paredes com madeira
Revestimento de madeira na parede (Imagem: Shutterstock)

A utilização de madeira, tanto para a arquitetura quanto na decoração de um ambiente, sempre foi destaque através das décadas. Ao longo dos anos, por exemplo, as tendências foram várias: baús, armários, camas, pisos de tacos, mosaicos, móveis robustos, como também os delicados e, atualmente, o boom de paredes ripadas e revestidas que conquistaram o décor.

Afinal, a madeira é atemporal e funcional pois, como uma massa de modelar, ela pode ser transformada em qualquer item ou peça pela marcenaria inserida em um ambiente com maestria por profissionais da arquitetura e do design de interiores.

Benefícios desse tipo de material

Para compreender melhor o uso desse material, Monike Lafuente e Claudia Yamada, arquitetas do Studio Tan-gram, que trabalham constantemente com a madeira em seus projetos, revelaram o que a torna tão especial na decoração e na sua relação com as pessoas:

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“A madeira, por ser um elemento natural, traz uma sensorialidade muito grande, fazendo com que nos sintamos no momento presente. E a madeira em si é um coringa que casa com qualquer estilo, indo muito bem com o industrial, tradicional, clássico e o contemporâneo. Em todas as propostas, congrega com gostosa sensação do aconchego”, explicam as profissionais.

Outro ponto positivo, é sua durabilidade, que se torna ainda mais longeva quando houver proteção contra os raios solares – quando o cuidado não ocorre, há a possibilidade da madeira ‘esturricar’ e ocorrer uma mudança na cor.

“Se for uma parede sem incidência de sol, não há motivos para preocupação, porque a madeira, por si, terá vida longa. O cuidado então deve ser direcionado para a dedetização, pois em caso de madeira maciça, existe o risco de cupim”, advertem as arquitetas.

1. Alternativas econômicas

E, para economizar, Claudia indica “não trabalhar com madeira maciça ou folha de madeira natural, que são mais caros mesmo”. De acordo com a arquiteta, uma saída recorrente para economizar é investir em derivações como o MDF madeirado, vinílico, poliestireno, adesivo, porcelanato e ripado pronto em porcelanato, dentre outras possibilidades. “Todos cumprem muito bem seu papel de trazer bem-estar e essa ideia de extensão da parede”, complementa.

Essas alternativas econômicas e com propostas semelhantes facilitam, inclusive, a aplicação de paredes ou painéis ripados em banheiros (outra tendência atual com o uso da madeira), pois muitos desses materiais são impermeáveis, deixando livre a escolha do cliente de colocá-lo em banheiros, lavabos e próximos a pia da cozinha.

Revestimento de madeira com tonalidade mais escura (Imagem: Shutterstock)

2. Tipo e estilo de madeira

Além dessas alternativas, outro ponto que levanta dúvida nas pessoas diz respeito ao estilo e tipo de madeira a ser empregadas e para qual fim. Sobre essa questão, Monike também é categórica: “Encontramos tanto aqueles que apreciam a madeira escura, como outras que revelam sua preferência por tonalidades mais claras. Tudo depende da ambiência que se deseja conquistar e das características pretendidas para o décor desse cômodo”, afirma a profissional. Em um de seus projetos, por exemplo, a dupla utilizou madeira de demolição para trazer um ar rústico ao ambiente externo do imóvel. Já, no espaço interior, a escolha foi de madeira de Jequitibá.

3. Sensação de amplitude

A sensação de extensão e alargamento de uma parede é assegurada através da utilização da parede revestida de madeira, que propõe amplitude ao imóvel.

4. Mix de madeiras

É possível criar combinações com tipos diferentes de madeiras, explorando suas tonalidades e texturas, principalmente quando colocadas em ambientes diferentes de um mesmo imóvel.

5. Separação de ambientes

Utilizando folhas de madeira, é possível executar a separação de ambientes de maneira elegante e funcional. Na concepção do projeto de arquitetura, o material também é perfeito para a execução de para portas de correr, biombos, divisórias e até para criar a noção de separação pela própria continuidade da parede revestida.

Por Glaucia Ferreira

Redação EdiCase

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