Diagnósticos e tratamentos para a dor crônica

Diagnósticos e tratamentos para a dor crônica
Dor crônica pode ser tratada de diversas maneiras (Imagem: Shutterstock)

Veja quais são as maneiras de identificar e controlar esse tipo de problema

O diagnóstico da dor é muito difícil, devido à subjetividade, pois não existe um método preciso para mensurá-la, assim como existe para diagnosticar outras doenças, como diabetes, pressão alta, entre outras.

Nesses outros casos, por exemplo, os exames mostram exatamente o nível no qual a doença se encontra. O médico que trata a dor, por outro lado, possui apenas o relato dos pacientes. 

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Identificando o grau de dor  

De acordo com o Dr. George Miguel G. Freire, médico e coordenador da equipe de controle da dor do Hospital Israelita Albert Einstein, quando os pacientes não são capazes de expressar o que sentem, como é o caso de crianças muito pequenas, os médicos se baseiam em técnicas visuais para avaliar a dor do paciente. Por meio da expressão, da movimentação, do apetite do paciente, entre outros sinais indiretos, é possível identificar alguns graus e tipos de dor.

“Entretanto, na maioria dos pacientes, é possível utilizar escalas numéricas e de cor para classificar a intensidade da dor. As escalas numéricas vão de zero a dez, em zero é sem dor e dez é o maior grau de dor”, explica o especialista.  

Ainda segundo ele, é feito um acompanhamento do tratamento e, de tempos em tempos, pergunta-se novamente em qual número está a dor do paciente. “Dessa forma é possível adequar o tratamento e acompanhar os resultados até o tratamento completo”, enfatiza. 

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Dor diferente para cada pessoa  

O modo como cada um experiência a dor depende de diversos fatores, como genéticos, culturais e emocionais. A dor que uma pessoa sente em determinada situação nunca será igual à de outra.  

Formas de tratamento para dor crônica (Imagem: Shutterstock)

Formas de tratamento para a dor

Atualmente existem inúmeras possibilidades de tratamentos para a dor. De acordo com o Dr. George Miguel Freire, o tripé feito com tratamento psicológico, fisioterápico e farmacológico é o principal eixo de atuação.  

“Hoje, na maioria dos casos, se inicia o tratamento com métodos farmacológicos, medicamentosos. Associado aos medicamentos, iniciamos também o tratamento com medicina física, fisioterapia e acupuntura”, explica. 

Além disso, segundo o médico, atualmente é muito comum que os médicos incentivem o paciente a iniciar atividades físicas, como natação, para fortalecer a musculatura.  

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Tratamentos alternativos para controle da dor  

Quando o tratamento psicológico, fisioterápico e farmacológico não é eficaz, o médico inicia os tratamentos intervencionistas. Algumas pessoas, por exemplo, não toleram os efeitos colaterais dos medicamentos.  

Nesses casos, é preferível optar por algum tratamento intervencionista. O arsenal que existe atualmente para o tratamento da dor inclui remédios e cirurgias e pode tanto controlar quanto curar a maioria dos casos de dor crônica.  

Além dos tratamentos atuais, existem diversos grupos de pesquisa da dor que buscam novos tratamentos, cada vez mais eficazes. O doutor em Medicina na área de dor e vice-presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), João Batista Santos Garcia, afirma que estamos vivendo um período bastante otimista para estudo da dor crônica. 

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Redação EdiCase

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