Entenda o que é a FeLV e como ela afeta a saúde do gato

Entenda o que é a FeLV e como ela afeta a saúde do gato
Existem maneiras de gerenciar a doença e prolongar a vida do gato (Imagem: Stock-Asso | ShutterStock)

A leucemia felina, também conhecida como FeLV, é uma doença causada por um retrovírus e que atinge apenas os gatos – não é transmissível para humanos ou para outras espécies. Altamente contagiosa, ele afeta o sistema imunológico do animal, tornando-o vulnerável a outras doenças e infecções. “Mesmo com o nome de leucemia, o vírus também predispõe a anemia e linfoma, outro tipo de neoplasia”, acrescenta Mariana Paraventi, veterinária e supervisora técnica da Petland&Co e Dra. Mei. 

Sintomas da FeLV 

De acordo com Mariana Paraventi, gatos com FeLV podem apresentar os seguintes sintomas:  

  • Perda de apetite e/ou peso;
  • Mucosas pálidas (anemia) ou amareladas (icterícia);
  • Linfonodos (gânglios) aumentados;
  • Fraqueza;
  • Gengivite e estomatites (inflamações intensas na boca);
  • Febre;
  • Apatia, sem vontade de brincar;
  • Problemas respiratórios;
  • Secreção ocular e nasal;
  • Cansaço excessivo;
  • Diarreia e vômito;
  • Feridas na pele que demoram para cicatrizar;
  • Pelos sem brilho e quebradiços.

“Assim, ao identificar algum desses sintomas, o tutor deve procurar um veterinário para identificar o que pode estar acontecendo e fazer o diagnóstico precocemente”, recomenda a veterinária. Além disso, por vezes, alguns pets podem ser assintomáticos, isto é, não apresentar sintomas aparentes, o que aumenta a chance de transmissão para outros gatos e dificulta o diagnóstico. 

Como identificar a FeLV 

A FeLV pode ser identificada por meio de exames realizados por um veterinário. “Um deles é o teste rápido, que informa o resultado em poucos minutos. Porém, esse teste pode informar um falso negativo e, nesse caso, para confirmar pode-se realizar o PCR após 30 dias para a confirmação do resultado”, explica Mariana Paraventi.  

Filhote de gato cinza com branco sentado em sofá, ao lado de almofada
A FeLV é transmitida por meio do contato direto com um gato infectado (Imagem: OKcamera | ShutterStock)

Formas de transmissão da FeLV  

A FeLV é transmitida por meio do contato direto com um gato infectado, principalmente por meio da saliva, mas o contágio também pode acontecer por urina, fezes e sangue. “Isso torna situações como brigas, mordidas, arranhaduras, partilha de comedouros e lambeduras um risco na transmissão da doença”, alerta a veterinária. Ainda segundo ela, os filhotes de gatos também podem se infectar por meio da placenta da mãe infectada, bem como pela ingestão do leite. 

Tratamento para a leucemia felina  

A FeLV é uma doença que não tem cura. No entanto, existem maneiras de gerenciar a doença e prolongar a vida do gato. “Ainda que não existam no mercado antivirais específicos, existem alguns que podem ser utilizados. Além disso, o tratamento sintomático vai depender dos sintomas e doenças concomitantes, e suporte imunológico podem ser feitos para garantir uma melhor defesa do organismo do felino contra outras doenças”, afirma a supervisora técnica da Petland&Co e Dra. Mei. 

Cuidados importantes com gatos portadores da FeLV 

Após o diagnóstico da FeLV, alguns cuidados devem ser tomados a fim de garantir a saúde e bem-estar do animal infectado, evitando que doenças oportunistas se desenvolvam. “Mesmo em tratamento, é importante lembrar que a FeLV não tem cura, então deve-se tomar cuidado com situações que baixem ainda mais a imunidade deles, como o estresse”, explica Mariana Paraventi. Além disso, a visita periódica ao veterinário é de extrema importância. 

Expectativa de vida de um gato com FeLV 

Os sintomas da FeLV podem ser tratados para melhorar a qualidade de vida do animal. “Determinar a expectativa de vida de um felino com FeLV é muito incerto, já que a doença pode variar sua gravidade de acordo com outras enfermidades associadas ou como o próprio organismo do pet pode reagir à infecção”, afirma Mariana Paraventi, que acrescenta: “Alguns estudos apontaram que pacientes infectados e sem sintomas podem permanecer assim por anos, mas a sobrevida média costuma ser de 3 anos.” 

Como evitar a contaminação  

Devido às complicações causadas pela leucemia felina, as medidas de prevenção são fundamentais. “Uma delas é garantir que o pet não saia de casa, o que diminui consideravelmente a chance de infecção”, explica Mariana Paraventi. Segundo ela, uma forma de fazer isso é por meio da castração, pois reduz os riscos de transmissão para outros pets. 

As visitas periódicas ao veterinário para realização de check-ups e vacinação contra FeLV, presente na vacina quíntupla, também é outra forma de prevenir a doença. “No caso de ambientes com gatinhos positivos e negativos, o isolamento e cuidado com objetos devem ocorrer diariamente”, acrescenta Mariana Paraventi. 

Realizar o teste para diagnosticar a FeLV em novos gatos, antes de incluí-los no mesmo ambiente que outros felinos, também é importante para evitar a contaminação. Caso haja suspeita, e até que o resultado definitivo do exame saia, é importante manter o pet isolado. “Por isso, devem ser separados e identificados objetos como comedouros e bebedouros, caixas de areia, brinquedos, caixas de transporte, entre outros”, ressalta a veterinária.  

Laleska Diniz

Jornalista pela PUC-SP e pós-graduanda em Marketing pela USP. Apaixonada por produção de conteúdo, trabalha há quase 6 anos com comunicação. Na EdiCase, produz textos sobre os mais variados assuntos para revistas impressas e digitais e portal de notícias.

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