Veja a crítica de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre

Veja a crítica de Pantera Negra: Wakanda Para Sempre
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre (Imagem: Divulgação/Marvel Studios)

* Tem spoiler

‘Wakanda Forever’ podia ter sido uma sequência como muitas outras. Aquela que se apoia na popularidade do primeiro filme e, sem tirar nem pôr, justifica sua existência simplesmente pelo interesse do público de ver os personagens mais vezes – mesmo sem ter mais o que ver – e forçando uma história para justificar isso. Use os filmes do Thor como exemplo, que só servem como costuras do “grandioso” MCU, mas que nem engatinham por conta própria.

Não é. Wakanda Forever é uma sequência direta das consequências do primeiro filme com a abertura de Wakanda para o mundo. Também é uma homenagem ao GIGANTE Chadwick Boseman, de uma maneira respeitosa e maravilhosa, tomando o tempo que precisa para falar sobre o tributo, como isso é trazido para o personagem e as consequências a partir daí.

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Vingança contra os colonizadores

Gosto de como o tema de “oprimido e opressor” é recorrente nos dois filmes e com os seus vilões. Namor que, além de uma estética belíssima tanto nele como em seu reino e uma releitura genial do personagem e sua etnia, é muito bem construído e compreensível. Traz toda a ideia de vingança contra os colonizadores que qualquer habitante de país colonizado já pensou. A briga entre essas duas nações, que tem sua história sendo fruto do imperialismo, é uma discussão entre os dois lados de uma mesma moeda: vingança é justificável, mas é o certo? Vingança apaga o passado ou só complica o futuro? Eu acho muito legal.

Ilustração branca em fundo preto de braços cruzados em frente ao peito
Pantera Negra: Wakanda Para Sempre está nos cinemas (Imagem: Shutterstock)

Questionando tradições

Todo o questionamento da Shuri sobre as tradições, exemplificado desde a cena em que a Okoye rejeita a tecnologia para ficar com a lança da tribo, é genial e inteligente. Isso fica marcado na reconstrução da Erva artificialmente, ou metade do exército ser as Dora Milaje e a outra, armaduras tecnológicas, ou até a própria roupa da Shuri com inscrições antigas, mas com a adição de propulsores. Diz muito sobre a personagem. E ela ver o Killmonger ao invés dos ancestrais é muito mais do que forçar um cameo do Michael B. Jordan, mas, sim, uma nuance da personagem, que escuta aquele que também questiona as tradições, mas colocando a vingança para trás.

Grande produção

Angela Bassett dá um SHOW absurdo e a Letitia, apesar das polêmicas, também segura muito bem para um futuro da franquia. A direção de arte é incrível, trilha sonora que herda bastante de seu incrível antecessor (o que é compreensível, já que as músicas marcantes são parte da ambientação de Wakanda que nos acostumamos), a montagem faz maravilhas e como é bom ver um CGI bem trabalhado e que tomou tempo para ser feito.

Nem parece que ‘Thor: Love and Thunder’ saiu esse ano. Se a Marvel tomar esse nível de exigência de qualidade no futuro, quem sabe as críticas que vem recebendo não cessam?

Por Antônio Carqueijó

Aluno de cinema na FAAP/SP, crítico de filmes e um apaixonado pelo universo Marvel

Redação EdiCase

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