Veja como combater o ganho de peso após os 30 anos

Veja como combater o ganho de peso após os 30 anos
O metabolismo passa por mudanças ao longo dos anos (Imagem: Shutterstock)

Médico ensina como manter o metabolismo ativo e dá dicas para auxiliar no emagrecimento  

Com o passar dos anos e avanço da idade, torna-se muito mais difícil perder ou manter o peso. Porém, com algumas mudanças nos hábitos de vida é possível controlá-lo. Por isso, para entender o que mudar na rotina, é importante entender como funciona o corpo.

O Dr. Paulo Rosenbaum, endocrinologista do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que o metabolismo é responsável por gerar energia para o que corpo possa exercer todas as atividades necessárias para a sobrevivência. A partir das substâncias obtidas dos alimentos, que são absorvidas e excretadas o tempo todo, o corpo sintetiza hormônios e enzimas, destrói células velhas e cria outras novas para substituí-las, entre outras inúmeras funções.

Já o metabolismo basal é o responsável pelas atividades vitais do corpo, como respirar e manter os batimentos cardíacos. “[Essas atividades correspondem] a cerca de 60% a 70% do metabolismo total”, acrescenta o endocrinologista.

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O que muda com o tempo?

Segundo o médico, o ápice do gasto energético e da massa muscular acontece por volta dos 20 anos. “E, a partir daí, o metabolismo começa a desacelerar. Os efeitos dessa mudança são mais profundamente sentidos a partir dos 30 anos. Com o avanço da idade, há uma diminuição progressiva da massa muscular. Essa alteração na constituição física contribui para desacelerar o metabolismo”, explica o Dr. Paulo Rosenbaum.

Diferenças para homens e mulher

Alguns homens, mesmo comendo bastante, não engordam. Isso também tem uma explicação e tem tudo a ver com a proporção entre a massa muscular e o tecido gorduroso. “Como nas mulheres a quantidade de músculos é muito menor, pela própria constituição física, o gasto energético de repouso também é inferior – cerca de 10 a 15% em relação aos homens. A mulher tende a estocar gordura mais na região das coxas e quadris e o homem na região abdominal, que é muito mais prejudicial para a saúde”, alerta o endocrinologista.

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Após os 50 anos

Conforme explica o endocrinologista Dr. Paulo Rosenbaum, após os 50 anos geralmente ocorre a menopausa e a redução abrupta dos hormônios femininos. “Este fenômeno leva a mudanças na distribuição corpórea da mulher, que começa a depositar gordura na região do abdome. Nesta faixa etária, mudanças no hábito alimentar e aumento da atividade física são obrigatórios para evitar o ganho de peso”, indica. Ele acrescenta que mesmo após o término da atividade, o corpo continua gastando energia durante mais algum tempo.

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Tipos de atividades

Para alcançar esses benefícios pode-se escolher alguma atividade física que mais agrade, como corrida, caminhada, natação, bicicleta, dança, entre muitas outras, ou apenas adotar um estilo de vida mais ativo. “Basta que o corpo esteja em movimento regularmente. Portanto, a atividade física deve ser diária. O ideal é praticar exercícios 5 vezes na semana, num total de 150 a 300 minutos por semana”, recomenda o endocrinologista.

Para quem não tem tempo para a realização de atividade física 5 vezes por semana, o médico recomenda algumas medidas, como trocar o elevador pelas escadas e descer do ônibus um ponto antes do destino final.

Poder das fibras

Inserir mais fibras na alimentação também é importante para ajudar no funcionamento do corpo. “Alimentos muito processados são de mais fácil digestão e normalmente oferecem um aporte maior de calorias. Já os alimentos ricos em fibras, que exigem maior esforço em todo o processo de digestão (desde a mastigação), auxiliam no emagrecimento, pois o gasto energético envolvido nesse processo é muito maior”, destaca o endocrinologista. Leguminosas, vegetais e frutas, por exemplo, são alguns dos alimentos ricos em fibras.

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Fracione a alimentação

É comum ouvir nutricionistas e endocrinologistas defendendo a alimentação fracionada. O Dr. Paulo Rosenbaum explica que isso acontece porque o corpo tem um grande mecanismo de defesa para proteger a vida. Quando ficamos um tempo muito grande sem comer, o corpo dá um jeitinho de fazer uma reserva de combustível, prevendo uma emergência.

“Como não sabe se receberá alimento brevemente ou não, precavido, entra em um modo de semi-inanição, reduz a velocidade do metabolismo e, a partir daí, tanto os depósitos de gordura como as calorias passam a ser queimados mais lentamente. Pior ainda: para ganhar energia, na falta de alimentos, o corpo pode começar a consumir o seu próprio tecido muscular”, esclarece.

Por isso, o ideal é fazer refeições menores e mais frequentes, alimentando-se a cada três horas. “É justamente o fornecimento contínuo de nutrientes que permite ao metabolismo manter-se acelerado o dia inteiro”, ressalta o médico.

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Aumente os músculos

O músculo precisa de mais energia para se manter vivo, ao contrário do tecido gorduroso. Por isso, é capaz de queimar calorias até quando estamos em repouso. Portanto, podemos dizer que, quando aumentamos a massa muscular, aceleramos a taxa metabólica, que tem a ver com o gasto de energia diário. Para esse objetivo, a musculação é a atividade mais eficiente.

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Redação EdiCase

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